Vamos começar pelo último: Paulo Coelho, publicou na íntegra um manuscrito encontrado no Egito por um arqueólogo inglês. Diferentemente dos demais manuscritos encontrados no mesmo local, este não fala sobre religião e sim sobre a vida, amor, solidão e ética. É um livro para se ter na cabeceira e relê-lo de vez enquando… Gostei tanto que o presentei a cinco amigos neste Natal.
O segundo livro é sobre a angústia de um homem que se acredita Deus. Sofre com as limitações de ter que viver no corpo de um humano e não pode ajudar a todos que lhe solicitam auxílio, por isso procura um terapeuta. Seu tempo também é limitado, ele tem disponível uma hora por semana durante dez semanas… Lembra o caso do Homem dos Lobos, onde Freud estipula um prazo para terminar a análise com o intuito de fazer a mesma progredir … No caso, não é o terapeuta quem estipula, mas o paciente… No final se aprende sobre o viver a vida, o amor e o aqui e o agora, ” o nosso presente!”
O primeiro livro, dos três o que mais gostei, o autor (um historiador) localiza os últimos dias de Freud no ambiente austríaco da invasão de Hitler e, compara os dois homens, como dois líderes: um que acha o autoritarismo necessário para o início do processo e depois tenta desmestificá-lo e outro que impõe um autoritarismo como uma consequência de seu narcisismo. Vê-se no decorrer do livro muita pesquisa do autor que articula o momento de angústia de Freud com os textos produzidos por ele, principalmente a sua última produção: “Moisés e o Monoteismo”. Aprendi muito com a leitura, acho-a indispensável a todo psicanalista.
Berenice Ferreira Leonhardt