INTRODUÇÃO:
A Falta de Amor
A inteligência sem amor te faz perverso. A justiça sem amor te faz implacável.
A diplomacia sem amor te faz hipócrita. O êxito sem amor te faz arrogante.
A riqueza sem amor te faz avaro. A docilidade sem amor te faz servil.
A pobreza sem amor te faz orgulhoso. A beleza sem amor te faz ridículo.
A autoridade sem amor te faz tirano. O trabalho sem amor te faz escravo.
A simplicidade sem amor te deprecia. A oração sem amor te faz introvertido.
A lei sem amor te deixa egoísta. A fé sem amor te deixa fanático.
A cruz sem amor se converte em tortura. A vida sem amor… Não tem sentido.
Autor desconhecido.
Eu acrescentaria como diz Ryad Simon: “A interpretação sem afeto, é uma crueldade.”
Quando li este texto, várias associações se fizeram presentes, porém duas pareciam mais relevantes: o primeiro verso nos chama a atenção para a questão deste trabalho, a perversão; em seguida ele vai nos contando sobre as consequências da falta de amor. Se acontecem dessa forma, não sei… Entretanto, a associação mais importante foi que a minha permanência no curso de psicanálise se deveu ao acolhimento de dois professores. Este acolhimento, “esta não falta de amor”, começou desde a entrevista para a entrada no curso e, continuou através dos seminários clínicos, espaço em que um desses professores enfatizava a importância do leite com as famosas gotinhas de libido.
E ao chegar ao final do último semestre do quarto ano, do curso Formação em Psicanálise, vai ficando cada vez mais claro, a clínica nos mostra isso, como a falta das gotinhas de libido no leite desencadeia uma dinâmica mais conturbada no universo das relações objetais, já que o desamparo, do qual não escapulimos se torna maior, a angústia de aniquilamento aumenta, podendo ocorrer defesas que desfacelam o ego.
No seminário teórico do professor Armando Colognese Jr., o encadeamento dos textos, da maneira como o programa foi montado, permitiu visualizar essa dinâmica, a amálgama que se faz presente na perversão, como as gotinhas de libido não adicionadas no leite fazem a diferença, ou não, conforme o sujeito conseguiu recebê-las ou reconhecê-las.
COMPREENSÃO DO PSIQUISMO PERVERSO:
Em seus textos “Tendências Criminais em Crianças Normais” (1927), “Sobre a Criminalidade” (1934), Melanie Klein vai nos falar da perversão como desvios sexuais das ansiedades primitivas. Vai deixando de lado a teoria da libido e cria a teoria das posições. Os desvios das ansiedades primitivas eram os sintomas; o que importa é a organização psíquica que se constituiu. A questão da castração tem importância trazida à luz do Édipo primitivo. O mecanismo de recusa da realidade é usado para o desenvolvimento do conceito de Identificação Projetiva (conceito explicado mais adiante). O sadismo infantil tão ressaltado por ela, não tem nada a ver com a perversão, por estar desvinculado do sadismo adulto. A perversão é um desvio das ansiedades primitivas, ligado a um superego sádico. Perversão é uma doença do superego; é um mau funcionamento do superego que pode gerar essa organização psíquica. Na criminalidade há o sentimento de culpa, mas ele não se sustenta, o sujeito parte para o acting-out. Todo ato criminal é um ato violento da persecutoriedade pela atuação. Ela dá o exemplo da criança que “pede” para apanhar. Se os pais continuam batendo e a criança continua desafiando, é porque os pais foram enredados pela perversão da criança. O perverso necessita de um par perverso.
John Steiner, 1990, em seu texto “O Equilíbrio entre as Posições Esquizoparanóide e Depressiva” nos mostra o funcionamento psíquico dentro de cada posição, suas angústias e defesas, e como há um jogo entre as posições, o sujeito oscila entre as duas, como se estivesse numa dança de vai e vêm constantes; lembrando-me uma lei biológica que rege o desenvolvimento humano, chamada de lei da diferenciação, para cada conquista do indivíduo há uma regressão, como se tivesse que tomar um impulso para depois tornar a se desenvolver. Na posição esquizoparanóide, a angústia principal é a de aniquilamento do ego e, suas defesas principais são: cisão, identificação projetiva e idealização. As relações de objeto são vivenciadas de maneira cindida, não há integração entre o objeto bom e o mau, os dois são mantidos separados, divididos. Na posição depressiva a angústia principal é de aniquilamento do objeto, começando haver uma integração do objeto, surgindo a ambivalência, sentimentos de perda e de culpa, podendo ocorrer o luto e, em conseqüência o desenvolvimento da função simbólica e o surgimento da capacidade de reparar. A idéia de uma inter-relação entre as posições esquizoparanóide e depressiva é ampliada para incluir subdivisões em cada uma delas. Assim na posição esquizoparanóide pode acontecer desde uma fragmentação patológica, evoluindo para uma cisão normal e, na posição depressiva pode acontecer a cisão normal, evoluindo para o medo da perda do objeto, para a experiência da perda do objeto e depois para o luto. Cada posição pode ser pensada como estando em equilíbrio com as que estão em cada um de seus lados e vemos o movimento entre elas se manifestar nos nossos pacientes no curso de uma sessão, no decorrer de semanas, meses e anos dentro da análise, dependo de suas organizações psíquicas. O diferencial entre o movimento sadio e o patológico é o predomínio na maior parte do tempo de uma ou de outra angústia e das defesas que caracterizam as posições.
Rosenfeld, 1971 , vai nos mostrando através dos textos de Freud, Abraham e Klein, como a pulsão de morte, em alguns sujeitos, captura a pulsão de vida e a coloca sob o seu julgo, aprisionando-a, libidinizando assim a pulsão de morte; não havendo o predomínio da cisão, mas um tipo de integração, aglomeração da pulsão de vida com a pulsão de morte, o que ele dá o nome de fusão patológica, cujo objetivo é tirar a força da pulsão de vida para dar força à pulsão de morte. E considera a fusão patológica uma característica da perversão, criando um tipo de funcionamento ‘mafioso’, onde existe uma sedução, mas não uma subjugação ao poder. Neste tipo de dinâmica, certos estados onipotentes narcísicos são dominados pelos mais violentos processos destrutivos, de tal modo que o self libidinal fica quase completamente ausente ou perdido.
John Steiner, 1985, no seu artigo “O Interjogo Entre Organizações Patológicas e as Posições Esquizoparanóide e Depressiva”, mostra os modos como as defesas podem ser reunidas em organizações patológicas que têm um profundo efeito sobre a personalidade e podem levar a estados mentais que se tornam fixados de modo que o paciente em análise não apresenta insights e tem resistência a mudanças. Como no seu artigo anterior, citado acima, continua insistindo no movimento contínuo entre as posições, de modo que nenhuma delas prevalece em qualquer grau de completude ou permanência. Somente quando os estados mentais se tornam fixados, é que acontece a organização patológica e, é nas transições que ela ocorre, tanto no interior da posição esquizoparanóide como na depressiva, que o sujeito parece estar mais vulnerável à influência dessa organização. Por exemplo, na passagem da cisão do objeto para a dor, perda do objeto, acontece este tipo de organização patológica.
ANSIEDADES PRIMITIVAS: MANIFESTAÇÕES NA SEXUALIDADE:
Em seu texto “Observações sobre a Relação da Homossexualidade Masculina com a Paranóia, a Ansiedade Paranóide e Narcisismo”, 1949, Rosenfeld demonstra como as ansiedades muito intensas persecutórias da posição esquizoparanóide favorecem o desenvolvimento de tendências homossexuais como defesas; porque a homossexualidade está relacionada com a idealização do pai bom, como recurso para se defender contra o pai perseguidor; é um recurso usado pelo sistema de defesa maníaca, cuja tríade é: o controle, o triunfo e o desprezo. Descreve a importância dos processos projetivos, onde a homossexualidade do tipo narcísico em que outro homem se identifica com o seu eu por meio da projeção. E esse mecanismo de identificação projetiva busca suas raízes nos impulsos infantis mais primitivos de forçar o eu para dentro da mãe. A fixação neste nível primitivo, posição esquizoparanóide, é responsabilizada pela combinação freqüente da paranóia com a homossexualidade.
Ruth Malcom, 1970, em seu artigo “O Espelho: Uma Fantasia Sexual Perversa Em Uma Mulher Vista Como Defesa Contra Um Colapso Psicótico”, vai utilizar o conceito de Bion a respeito de partes psicóticas da personalidade para explicar o funcionamento psíquico perverso de uma paciente, como defesa contra um colapso psicótico. A autora chama a nossa atenção como surge esse funcionamento na transferência, que o psiquismo da paciente está atuando na perversão, uma parte de sua personalidade psicótica é perversa. E que a organização patológica pode se manifestar na sexualidade. A perversão não é uma sexualidade perversa, é uma mente perversa. A questão sexual é humana, não definindo uma organização perversa. A paciente teve uma atuação perversa homossexual com a irmã, interpretado como atuação psicótica; uma fragmentação psicótica ou atuação na perversão. Quando a cisão não funciona, o jeito de se identificar e controlar seriam ficar num surto de sadismo, dinâmica onde há satisfação. Os agentes paranóides que interferiam na frustração, na onipotência, na discriminação, visando o propósito de manutenção da facilidade, desviam-se deste propósito, afrontando a regra, criando regras para triunfar, humilhar, vingar-se, o que causa prazer. Na perversão são criadas regras próprias para manter um mundo humilhado, a seus pés. Quando a sexualidade é sádica, procura-se alguém que a satisfaça ao ser humilhada, erotizando a dor.
Já Betty Joseph, 1971, no artigo “Uma Contribuição Clínica para a Análise de Uma Perversão”, conta o caso de um paciente que na transferência atuava da mesma maneira que agia com a sua esposa e com as demais pessoas com quem mantia contato, principalmente com as mulheres; ficava em silêncio, descaracterizava o que a analista dizia, intelectualizava, levando a analista a atuar. Esse paciente tinha uma espécie de fetiche, usar uma roupa de borracha no contato sexual. Este seu ‘artifício’ era, na realidade, para evitar contato, uma forma de proteção, um desligamento. Ele seduzia para em seguida frustrar, criando situações onde as pessoas necessitariam dele e experimentariam a dor de depender dele. O intuito era exercer o sadismo, o prazer subordinado à dor, o desejo era negado e o superego age de modo sádico; toda vez que retorna o que é recusado, o sujeito sentindo-se frustrado, erotiza a dor para evitar a angústia.
No texto de Hanna Segal, “Uma Fantasia Necrofílica”, é apresentado um caso de um paciente necrofílico, demonstrando por meio desse exemplo que na dinâmica do perverso aparece a fusão patológica, o sadismo e a sexualidade, isto é, a forma deste caso se expressa na sexualidade. Ela vai nos mostrando que a intenção não é só tirar a vida e devolver a vida, num constante liga-desliga, é uma evitação com o vínculo, porque numa relação sadia o risco é o estabelecimento do vínculo. No momento em que aparece o narcisismo, ponto mais frágil do paciente, ele se mostra moribundo, porque a relação que estabeleceu com o seio é de sadismo, o sugar muito para matá-lo; para reavivar o seio precisa se identificar com ele. A relação com a analista ocorre na mesma linha, ou ela ou ele tem que morrer, como funcionava nas primeiras relações objetais.
Meltzer, 1968 , vai nos dar um novo elemento dentro da dinâmica perversa, a ética adoece, o paciente perverso fica fixado na sexualidade infantil polimorfa, onde aparece a imaturidade, o exibicionismo e o lúdico, para terminar numa ‘festa’, a masturbação; surgindo a onipotência para dar conta do sentimento de impotência, o medo de aniquilamento do ego. Quando a ética está doente, o superego que deveria tolher passa a ser permissivo. No adulto, quando a ética predomina, a sexualidade polimorfa só aparece nas preliminares; a sexualidade adulta é marcada pela privacidade, modéstia e humildade, o contrário da sexualidade infantil polimorfa e a do perverso.
Armando Colognese Jr., 2003, “Um Estudo Sobre a Perversão”, contribui para a compreensão do psiquismo perverso, levantando a questão que a única forma de sexualidade perversa é a sado-masoquista: primeiro porque perverte a pulsão, transformando a dor em prazer; segundo porque na fusão patológica, a genitalização se desenvolve precocemente numa tentativa de defender-se de uma angústia anal, tendo um prazer genital.
ANSIEDADES PRIMITIVAS: EM DIREÇÃO AO FRACASSO DAS MANIFESTAÇÕES NA SEXUALIDADE:
Beth Joseph, 1981, “O Vício Pela Quase Morte”, fala de um tipo de paciente onde existe uma destruição maligna de natureza de um vício à quase morte. Meltzer 1973; Rosenfeld 1971; Steiner 1982; falam da escravidão da parte do self que domina esses pacientes e não os deixa escapar, por mais que vejam a vida chamando-os lá fora. O paciente não fica dominado apenas por sua parte agressiva, que tenta controlar e destruir o trabalho do analista, mas esta parte é ativamente sádica em relação à outra parte do self que é masoquistamente capturada nesse processo, e que isto se torna um vício; fazendo-nos pensar num funcionamento psíquico sado-masoquista. É muito difícil para estes pacientes acharem que é possível abandonar estes terríveis deleites pelos prazeres incertos dos relacionamentos reais.
Outra característica da organização psíquica do perverso é descrita por Eric Brenman, 1985 , a manutenção da prática da crueldade por meio de uma estreiteza mental que é posta em operação e tem a função de esvaziar a humanidade e impedir que a compreensão humana modifique a crueldade. Nas primeiras relações objetais, quando o bebê começa a perceber a separação existente entre ele mesmo e o objeto, bloqueia o conceito de mãe humana inteira, o que restringe a imagem do mundo a um lugar cruel e sem amor.
Em 1971 , Betty Joseph, escreve sobre a agressividade e passividade que aparecem em alguns pacientes. De premissa achamos o paciente muito passivo, mas essa aparente passividade esconde uma agressividade intensa. O que está latente nesta passividade é uma amálgama pulsional, a pulsão de morte não é mitigada pela pulsão de vida, ocorrendo a fusão patológica. O perverso apresenta duas articulações: o que eu apresento e o que eu realmente sou. O falso self assume o espaço potencial e não dá espaço para o verdadeiro self. Na análise com o perverso somente a tolerância, a indiferença e a interpretação quebram o círculo do mal.
CONCLUSÃO:
Vamos construindo com estes autores a compreensão do psiquismo perverso. Klein contribui nos mostrando como a angústia de aniquilamento do ego não permite a integração do objeto, identificando-se com o objeto persecutório para dar conta do mesmo. Cria-se um superego mau para dar conta do objeto mau. O sentimento de culpa não se sustenta e o sujeito atua. A organização psíquica fica presa num círculo vicioso do mal. Steiner apresenta a necessidade de equilíbrio entre as posições e neste constante interjogo podem acontecer organizações patológicas, principalmente nas transições que ocorrem entre as posições, ou dentro de uma mesma posição, quando o sujeito se encontra mais vulnerável. Rosenfeld cria o conceito de fusão patológica, quando a pulsão de morte captura a pulsão de vida e coloca-a sob o seu julgo, sendo então libidinizada por ela. E que esta fusão patológica é uma das características da dinâmica da perversão.
Já as ansiedades primitivas persecutórias podem causar manifestações na sexualidade da organização psíquica perversa, embora essas manifestações sejam apenas uma forma de manifestação e não a sua expressão. Autores como Rosenfeld, Malcom, Joseph, Segal, Meltzer e Colognese Jr., falam de um sadismo constante operando nessas organizações e que a única forma característica da sexualidade perversa é a sado-masoquista, pervertendo a pulsão, transformando a dor em prazer, fusão patológica, e que a genitalização se desenvolve precocemente numa tentativa de defender-se contra a angústia anal, tendo um prazer genital.
Autores como Steiner, Joseph e Brenman vão apontando outras formas de atuação da organização perversa, onde o fracasso das manifestações na sexualidade acontece: a perversão é uma doença da ética, surgindo a onipotência para dar conta da impotência, o medo de aniquilamento do ego; quando a ética está doente, o superego que deveria tolher, é permissivo; uma estreiteza mental é posta em operação e tem a função de esvaziar a humanidade e impedir que a compreensão humana modifique a crueldade; pode aparecer uma passividade aparente para esconder uma agressividade latente.
Estes mesmos autores, citados acima, nos chamam atenção para o fato que o perverso atua na transferência, não só apresentando uma reação terapêutica negativa, mas agindo da mesma forma que o faziam com as suas relações objetais mais primitivas e que o analista deve tomar cuidado para também não atuar.
Na análise, com essa forma de organização psíquica, somente a tolerância, a indiferença (no sentido de falta de desejo) e a interpretação podem quebrar o círculo do mal descrito por Klein em seus textos: “Sobre a Criminalidade” e “Tendências Criminais em Crianças Normais”.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
– Brenman, E. – “Crueldade e Estreiteza Mental” – 1970 – in Melanie Klein Hoje – Volume I – Imago – Rio de Janeiro, 1991.
– Colognese Jr., A. – “Um Estudo Sobre a Perversão”, in A Trama do Equilíbrio Psíquico – Edições Rosari Ltda – São Paulo, 2003.
– ______________ – “A compreensão na Transferência – Algumas Reflexões Sobre a Importância da Identificação Projetiva na Transferência como Situação Total”, in A Trama do Equilíbrio Psíquico – Edições Rosari Ltda – São Paulo, 2003.
– Joseph, B. – “Uma Contribuição Clínica Para a Análise de uma Perversão”, 1971, in Equilíbrio Psíquico e Mudança Psíquica – Imago – Rio de Janeiro, 1992.
– ________ – “O Vício Pela Quase Morte”, in Melanie Klein Hoje – Volume I- Imago – Rio de Janeiro, 1991.
– ________ – “Sobre Passividade e Agressividade: sua Interrelação”, 1971, in Equilíbrio Psíquico e Mudança Psíquica – Imago – Rio de Janeiro, 1992.
– ________- “Transferência a Situação Total”, 1985, in Equilíbrio Psíquico e Mudança Psíquica – Imago – Rio de Janeiro,1992.
– Klein, M. – “Tendências Criminais em Crianças Normais”, 1927, “Sobre a Criminalidade”, 1934, in Amor, Culpa E Reparação – Imago – Rio de Janeiro, 1996.
– Malcom, R. – “O Espelho: Uma Fantasia Sexual Perversa em uma Mulher Vista Como Defesa Contra um Colapso Psicótico”, 1970, in Melanie Klein Hoje – Volume I – Imago – Rio de Janeiro, 1990.
– Meltzer, D. – “Sexualidade Polimorfa Adulta” , “Sexualidade Polimorfa Infantil”, “Sexualidade Perversa”, in Estados Sexuais da Mente – Imago – Rio de Janeiro, 1979.
– Rosenfeld, H. – “Uma Abordagem Clínica Para A Teoria Psicanalítica Das Pulsões de Vida e de Morte: Uma Investigação dos Aspectos Agressivos do Narcisismo”, 1971, in Melanie Klein Hoje – Volume I – Imago – Rio de Janeiro, 1988.
– _________- “Observações sobre a Relação da Homossexualidade com a Paranóia, a Ansiedade Paranóide e o Narcisismo”, 1949, in Os Estados Psicóticos – Zahar Editores – rio de Janeiro, 1968.
– Segal, H. – “Uma Fantasia Necrofílica”, In A Obra de Hanna Segal – Imago – Rio de Janeiro, 1982.
– Steiner, J. – “O Equilíbrio entre as Posições Esquizoparanóide e Depressiva”, 1990, in Conferências Clínicas Sobre Klein e Bion – Imago – Rio de Janeiro, 1992.
– ________ – “O Interjogo entre Organizações Psicopatológicas e as Posições Esquizoparanóide e Depressiva”, 1985, in Melanie Klein Hoje – Volume I – Imago – Rio de Janeiro, 1988.
– _______ – “Relações Perversas entre Partes do Self: Um Exemplo Clínico”, 1981, in Melanie Klein, Evoluções – Escuta – São Paulo, 1989.
– Anotações das aulas do seminário teórico Perversão – Uma Visão Kleiniana, ministrado pelo professor Armando Colognese Jr.
Por Berenice Ferreira Leonhardt de Abreu.